O Wells Fargo (WFCO34) reportou nesta quarta-feira (14) lucro líquido de US$ 5,36 bilhões no quarto trimestre de 2025, ante US$ 5,08 bilhões registrados no mesmo período de 2024. O lucro por ação diluída foi de US$ 1,62, acima dos US$ 1,43 apurados um ano antes.
Apesar do crescimento anual, o resultado não atingiu as estimativas do mercado. Analistas de Wall Street previam lucro de US$ 1,67 por ação no período.
Às 12h50 (horário de Brasília), as ações WFC caem 4,62% em Nova York, negociadas a US$ 89,24. No Brasil, os BDRs WFCO34 operam em queda de 4,64%, a R$ 119,30.
Seu dinheiro pode render mais! Receba um plano de investimentos gratuito, criado sob medida para você. [Acesse agora!]Segundo a instituição, o desempenho foi impactado por US$ 612 milhões em despesas com indenizações por demissões.
Os cortes fazem parte da estratégia do presidente-executivo Charlie Scharf para otimizar as operações e realocar recursos para iniciativas de crescimento de longo prazo.
A receita líquida de juros, que representa a diferença entre o que o banco ganha com empréstimos e o que paga em depósitos, totalizou US$ 12,33 bilhões no trimestre. O valor representa alta de 4% na comparação anual.
Ainda assim, o resultado ficou abaixo da expectativa média de US$ 12,46 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG. No ano passado, o Wells Fargo reduziu duas vezes suas projeções para a receita anual de juros.
Para 2026, conforme aponta publicação do Tradingview, o Wells Fargo estima uma receita de juros em torno de US$ 50 bilhões, enquanto analistas esperavam, em média, US$ 50,33 bilhões.
A instituição projeta crescimento médio de um dígito na carteira de crédito ao longo do ano, impulsionado por empréstimos comerciais, financiamento automotivo e cartões de crédito.
O banco informou que pretende ampliar sua oferta de cartões, investir em inteligência artificial para modernizar as operações bancárias e acelerar o lançamento de novos produtos, análises de crédito e serviços relacionados a cartões.
“As pessoas estão muito ativas… o fluxo de caixa, os níveis de gastos e o desempenho do crédito têm sido bastante bons até agora. E acho que não há razão para pensar que isso não continuará, pelo menos até o início de 2026”, disse o diretor-financeiro, Mike Santomassimo, a repórteres, durante teleconferência.
Santomassimo também comentou a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor um teto de 10% às taxas de juros cobradas em cartões de crédito.
Segundo o executivo, a medida poderia levar os bancos a restringir a concessão de empréstimos, em linha com avaliações feitas por outras instituições do setor, como o J.P. Morgan Chase.
“Gostaríamos apenas de incentivar a análise cuidadosa e contínua de todas as propostas, incluindo esta… para garantir que cheguemos aos resultados corretos”, afirmou.
O Wells Fargo encerrou 2025 com 205.198 funcionários, abaixo dos 210.821 registrados em 30 de setembro. O número de empregados vem caindo de forma contínua a cada trimestre desde o fim de 2020.
No mês passado, Charlie Scharf afirmou que o banco continuará reduzindo o quadro de pessoal com foco em eficiência. O executivo destacou a inteligência artificial como uma oportunidade para aumentar a produtividade das operações.
A informação que os grandes investidores usam – no seu WhatsApp! Entre agora e receba análises, notícias e recomendações.Sob a gestão de Scharf, o Wells Fargo também avançou no relacionamento com reguladores. No ano passado, o banco concluiu sete ordens de consentimento (ações exigidas por autoridades regulatórias) relacionadas a problemas identificados após o escândalo de contas falsas. Uma ordem imposta em 2018 segue em vigor.
Em junho de 2025, os reguladores retiraram o limite de ativos de US$ 1,95 trilhão imposto ao banco como penalidade pelo escândalo.
Com a remoção da restrição, o Wells Fargo pôde expandir suas operações e encerrou o ano passado com mais de US$ 2 trilhões em ativos pela primeira vez.
O post Wells Fargo lucra US$ 5,3 bi no 4º trimestre, mas frustra com projeções apareceu primeiro em Monitor do Mercado.


