O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (9) em alta 0,27%, aos 163.370,31 pontos. Durante a sessão, o índice chegou a romper a faixa dos 164 mil pontos na máxima.
A alta foi influenciada pela divulgação do payroll, relatório oficial de empregos dos Estados Unidos. Em dezembro, foram criados 50 mil empregos. O resultado ficou abaixo da projeção de economistas consultados pela Reuters, que previam a criação de 60 mil empregos.
Para Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, os dados continuam apontando para um mercado de trabalho aquecido, contrariando a narrativa de que o mercado de trabalho estaria se deteriorando rapidamente, o que exigiria cortes agressivos de juros por parte do Fed.
Após a divulgação do relatório, a ferramenta de monitoramento FedWatch apontou um leve aumento nas apostas de manutenção das taxas para janeiro.
No Brasil, o IPCA (inflação oficial) de dezembro mostrou inflação dentro do esperado pelo mercado. Segundo analistas, o dado reforça a expectativa de que o Banco Central brasileiro possa iniciar um ciclo de afrouxamento monetário a partir da reunião de março.
Na primeira semana completa de janeiro, a Bolsa brasileira acumulou alta de 1,76%. Com isso, o avanço no início de 2026 chega a 1,39%.
As ações do setor financeiro registraram alta moderada no período da tarde, o que deu sustentação ao Ibovespa devido ao peso dessas empresas na composição do índice. Santander avançou 1,16% nas units, enquanto Itaú caiu 0,20% nas ações preferenciais.
Vale recuou 1,14%, movimento que reduziu o fôlego do índice no fim do pregão. Petrobras apresentou desempenho misto, com queda de 0,19% nas ações ordinárias e alta de 0,33% nas preferenciais.
Entre as maiores altas do dia destacaram-se Multiplan (+4,25%), Cogna (+3,95%), Cury (+3,81%). Já entre as quedas, ficaram Assaí (-4,22%), Azzas (-4,13%) e Magazine Luiza (-3,69%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
Outro ponto de atenção do mercado foi o anúncio do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, aprovado pelo Conselho Europeu hoje, com previsão de assinatura na próxima segunda-feira (12).
O embaixador José Alfredo Graça Lima, um dos primeiros negociadores brasileiros do acordo, avalia que as cotas de importação incluídas no texto limitam os efeitos práticos sobre o comércio. Ainda assim, segundo ele, o acordo tende a ter impacto positivo no curto prazo.
Já John Clarke, ex-chefe da delegação da União Europeia na Organização Mundial do Comércio e na ONU, classifica o entendimento como ambicioso e destaca que se trata do maior acordo de livre comércio já firmado.
Estimativas da ApexBrasil indicam que o acordo cria um mercado de US$ 22 trilhões e pode elevar as exportações brasileiras em US$ 7 bilhões.
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