Dez pessoas foram condenadas por um tribunal de Paris por cyberbullying contra a primeira-dama francesa, Brigitte Macron. A decisão judicial foi tomada nesta 2ª feira (5.jan.2026) e envolveu pessoas que disseminaram informações falsas sobre ela ser uma mulher transgênero.
O grupo, composto por 8 homens e 2 mulheres, publicou comentários nas redes sociais atacando a identidade de gênero da primeira-dama francesa. Também fizeram referências à diferença de 24 anos entre o casal, citando pedofilia. As informações são da agência de notícias Reuters.
Entre informações falsas divulgadas estava a de que Brigitte teria nascido Jean-Michel Trogneux, nome do irmão mais velho da primeira-dama.
As penalidades impostas pelo tribunal parisiense variaram entre os condenados. Um deles recebeu sentença de 6 meses de prisão sem suspensão, enquanto outros tiveram penas suspensas de até 8 meses. Alguns receberam multas e foram obrigados a participar de cursos sobre cyberbullying. Cinco foram proibidos de utilizar a plataforma em que publicaram os conteúdos ofensivos.
Um dos condenados, Bertrand Scholler anunciou que vai recorrer da sentença de 6 meses de prisão. “Isso é horrível. É abominável, mostra até que ponto a sociedade francesa está se desviando para menos liberdade de expressão”, disse a jornalistas na saída do tribunal, ainda segundo a Reuters.
Em entrevista à TF1 no domingo (4.jan), Brigitte defendeu a decisão de processar o grupo. Ela disse que os ataques pareciam intermináveis e incluíram “pessoas que invadiram meu site de impostos e modificaram minha identidade”.
Brigitte e Emmanuel Macron também movem um processo contra a influenciadora norte-americana Candace Owens por difamação.


