Comerciantes fecharam as lojas e foram às ruas de Teerã; 30 pessoas foram presas sob acusação de crimes contra a ordem públicaComerciantes fecharam as lojas e foram às ruas de Teerã; 30 pessoas foram presas sob acusação de crimes contra a ordem pública

Protestos contra alto custo de vida deixam 6 mortos no Irã

2026/01/02 07:34

Os protestos contra o alto custo de vida em Teerã, capital do Irã, que já duram desde domingo (28.dez.2025), deixaram ao menos 6 pessoas mortas, segundo noticiou a mídia local nesta 5ª feira (1º.jan.2026). Além dos mortos, 30 pessoas foram presas pelas autoridades do país sob acusação de crimes contra a ordem pública.

Após uma operação coordenada dos serviços de segurança e de inteligência, 30 pessoas acusadas de perturbar a ordem pública no distrito de Malard, no oeste de Teerã, foram identificadas e presas na noite passada“, diz o comunicado das forças policiais.

As manifestações começaram quando comerciantes fecharam as lojas e foram às ruas protestar contra a hiperinflação, a desvalorização da moeda e a estagnação econômica. Depois o movimento se expandiu para universidades e outras regiões do país.

Nesta 5ª feira (1º.jan), foram registrados confrontos em cidades médias com milhares de habitantes. Em Lordegan –no sudoeste do Irã– 2 civis morreram, segundo a agência Fars, que também noticiou “danos significativos” na cidade. Outras 3 pessoas morreram em Azna, cidade da província do Lorestão, em confrontos com as forças de segurança.

Fora os civis, um membro da Basij, milícia paramilitar integrada por voluntários afiliada à Guarda Revolucionária, morreu em confrontos em Kuhdasht, também no oeste do país.

REPÚBLICA ISLÂMICA 

A situação econômica do Irã tem se deteriorado há anos com o encarecimento e a escassez desenfreada de produtos básicos, além da desvalorização crônica da moeda. De acordo com o Centro de Estatísticas, os preços, em dezembro de 2025, aumentaram, em média, 52% em comparação com o ano anterior.

O rial, moeda nacional, perdeu em 2025 mais de 1/3 de seu valor perante o dólar, enquanto a hiperinflação de 2 dígitos corrói o poder aquisitivo dos iranianos.

Mohammad Movahedi-Azad, procurador-geral do Irã, afirmou que “qualquer tentativa de transformar os protestos em um instrumento de insegurança, de destruição de bens públicos ou da instalação de cenários concebidos no exterior será inevitavelmente seguida de uma resposta […] firme“.

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